O Burgo 1056 não pára, com as movimentações pré-eleitorais prevê-se que haja novidades a qualquer momento e as leituras são extremamente fáceis de fazer…
As auscultações que temos feito deixam-nos curiosos
relativamente ao desenrolar das situações, nomeadamente nas autárquicas que se
aproximam, no entanto somos baralhados por mentirosos e aldrabões, más línguas
e charlatões que teimam em dar-nos a sua versão dos factos.
Transmitiram-nos que por um lado AA avança com medo, apelando
à união com o CDS, à união daqueles que saíram em 2013, à união de um partido
que ele próprio não soube galvanizar – começando agora a vestir a pele de cordeiro.
Muitos descontentes nas fileiras laranjas esperam
pacientemente pelo aparecimento de uma lista e caso não se revejam na mesma
garantem que ficarão em casa deixando o trabalho para quem ele (AA) entender
escolher.
Disseram-nos as más línguas que não estavam presentes mais
de 40 militantes na assembleia do PSD que homologou a recandidatura o que é mau
presságio uma vez que, segundo umas contas que ouvimos numa tasca desta cidade,
o caderno eleitoral laranja conta com mais de 800 pessoas. Moral da história: a
recandidatura de AA foi homologada por uma ínfima minoria de militantes
laranja, que apesar da apregoada “unanimidade ” (dos 40 presentes). Resta saber
a opinião dos restantes 760 que optaram por não participar da “aclamação”.
Sem duvida que, a ser verdade o que nos disseram (caros
leitores: duvidem e em caso de permanecer a dúvida não acreditem no que aqui
escrevemos) a carência que uma larga maioria presou por marcar ausência será
sinónimo de um desligamento com o partido, ou pelo menos daquele que se tem por
dono e senhor dele. Contas feitas foram apenas 5% aqueles que “aclamaram” a
recandidatura e 95% aqueles que fizeram questão de marcar ausência.
Disseram-nos que se numa primeira fase as festas e as
rotundas foram bem-vindas por parte de militantes e simpatizantes, por outro e
com o passar do tempo esperavam algo mais como empresas, emprego, melhores
condições de vida. Alegam que o despesismo é demasiado e que as coisas são
feitas a elevados custos, e o tão necessário emprego não aparece.
Afiançaram-nos que “os bajuladores do costume” estão sempre
com o líder (seja lá ele quem for), mas que daqueles que marcam a diferença e
influenciam resultados dentro e fora do partido muitos poucos se aproximaram de
AA, preferindo manter uma distância sã que lhes permita um virar de costas à
candidatura sem que lhes seja apontado nada partidariamente.
Olhando as freguesias da Guarda bem como a sua população
depressa se pode fazer a leitura de que a freguesia da Guarda (onde Prata teve
mais votos que Amaro em 2013) é a que norteia os destinos de uma eleição, quer
pelo universo populacional uma vez que representa mais de 60% do eleitorado,
quer porque pela índole de esclarecimento, juventude, e poder de influência das
freguesias rurais. Sendo que é essa mesma freguesia influenciadora de todas as
outras bem como aquela onde surgem mais vozes de descontentamento.
Hoje um presidente das aldeias como Madeira Grilo apelidou
Abílio Curto já não se governava - a despovoação que têm vindo a sofrer as
freguesias rurais fazem com que cada vez mais a importância seja dada à urbe.
Confidenciaram-nos alguns maldizentes que os “braços
armados” de AA são também fracos, uns porque não têm raízes no Burgo 1056,
outros porque são desprovidos de know-how técnico e até mesmo de habilitações
literárias o que, segundo nos afirmaram, tem gerado uma onda de antipatias no
seio do partido laranja. Citaram-nos de há casais laranjas que lamentam ter
filhos licenciados e mestrados em casa e sem trabalho e que AA só dá emprego a
quem tem o 12º ano ou menos (???será verdade???). Por outro lado alegam que há
colaboradores cuja vida pessoal e financeira não abonam em nada uma candidatura
quer devido aos comportamentos noctívagos, quer devido aos calotes espalhados
por empresários da cidade.
De igual forma as ligações que nos disseram ser inegáveis de
AA à ULS e aos concursos alegadamente irregulares podem trazer-lhe dissabores,
dado que a entrada de um, representa em simultâneo o afastamento de dezenas e
esta situação refletida em votos poderá trazer um amargo de boca aos laranjas –
segundo muitos que prometem mostrar o seu descontentamento no boletim de voto.
Um acutilante bebedor de tinto, já com uns almudes
entornados, afirmou que a actual lista tem forçosamente que ser desmantelada
porque o número dois gere também uma empresa que por sinal presta serviços à
câmara, para além das conotações socialistas que sempre teve; porque a número
três não passa de um “jarrão” que nada faz a não ser marcar presença (e caso
não haja coligação está fora), porque o número quatro afasta mais votos do que
atrai dado a antipatia e rudez no trato dos funcionários municipais.
Afirmam que após ter prezado pela ausência nos momentos mais
importantes da coligação, Fity poderá bater com a porta virando costas àquele
que nunca lhe “passou charuto”, sendo que só terá capacidade de uma candidatura
capaz através de quem tem feito o papel de oposição no CDS-PP: Cláudia
Teixeira.
Há ainda a questão do eleitorado que votou Amaro 2013 por
antipatia às políticas seguidas pelo PS, ou seja, foram votos contra o PS e não
a favor do PSD. A questão é a de que esse mesmo eleitorado se revê no
desempenho do actual executivo ou estará disposto a dar um voto de confiança
(se este for pedido com jeitinho) a uma candidatura do PS?
Outras más línguas mais rosadas dizem que do lado do PS as
coisas não estão melhores: alegam que existe uma distrital onde um celoricense
qual ventríloquo teima em manipular bonecos, onde na Guarda há uma liderança
frágil que se vendeu ao poder do executivo aquando prestou serviços com a
própria empresa no sunset e com independentes na ainda actual lista que já se
vergaram aos desejos da maioria.
Outra pessoa nos apresentou uma visão curiosa: que é a de
que haverá muitos eleitos destemidos e que não temem as percas de mandato por
terem, ou serem sócios de empresas que prestam serviços à autarquia –
acrescentando que é a promiscuidade no seu auge.
Contam que do lado da rosa eram muitos os que almejavam ser
candidatos, mas apenas caso não fosse Amaro, sugerindo que são preguiçosos ou
medrosos. Mais, afiançaram-nos alguns mentirosos que agora ninguém está
disposto a avançar porque uns não querem ter derrotas no currículo e outros não
estão dispostos a ser “carne para canhão”. Ou seja, se há uns tempos atrás
havia muitos a querer ir no andor, atualmente ninguém quer “dar o corpo às
balas” e a estratégia é empurrar nomes para a fogueira como se da santa
inquisição se tratasse.
Mais, asseguraram-nos que o próprio Carreira já não estará
disposto a “aturar” certas imposições nem a ser o mártir em prol dos desejos e
vontades de certos dinossauros que teimam em não deixar de intervir na vida
activa do partido.
Uma similaridade existe em ambos os partidos: os “porta
andores” só estão disponíveis depois de verem uma lista condigna e que caso
contrário cruzarão os braços e ficarão a ver a “tenda arder” sentadinhos no
sofá.
Por outro lado, o foco do momento é a ULS para a qual já há
muitos candidatos a candidato, sendo que, segundo nos mentiram, se digladiam os
poderosos para se colocarem a si mesmos, amigos e até familiares. Afirmam-nos
que com uma distrital frágil e comandada à distância desde terras de Fernão
Rodrigues Pacheco, com poucos focos de oposição, e cujo empenho é o de arranjar
tachos apenas e só para uma única família sendo certo que Zézé já tem o lugar
assegurado pela CIMBSE.
Dos concursos da ULS apenas se sabe que mais um foi anulado,
sendo que abriram mais três para “fazerem fatos por medida” segundo nos
informaram (bem ou mal, não sabemos). Ainda da ULS, uma desinformação curiosa
que nos deram foi de que tem havido imensas fugas de informação sendo que houve
candidatos com acesso às questões colocadas nas entrevistas muito tempo antes das
mesmas decorrerem – verdade? Más línguas? Decidam os leitores…
Brilhante ...
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